domingo, 14 de outubro de 2012

A flor da pele




Magoar pessoas sensíveis é fácil demais. Tão fácil, que chega a ser maldade não se importar com que é assim. Tudo magoa, tudo deixa triste. Desde um boa noite esquecido a uma conversa ignorante sem razão.  Não quero pedir nada, mas as vezes da vontade de gritar EI, CUIDADO COM ESSAS PALAVRAS E ATITUDES IMPENSADAS, ELAS MACHUCAM OK?  

Como eu já citei algumas vezes, sou extremamente sensível e um pouco ciumenta. A sensibilidade, o ciúme e outros sentimentos que ainda não sei nomear por vezes se misturam, e fica impossível definir o que eles se tornam. É difícil entender e muito difícil para explicar. A melhor resposta para a clássica pergunta  “O que tu tem?”  sempre será aquele sorriso sem graça e as desculpinhas de sempre. “é só sono.” “to bem” “não é nada” É mais fácil falar isso. Tentar explicar algo que nem eu entendo seria perca de tempo. Só posso dizer que juntos esses sentimentos formam algo que me magoa.  E poderia magoar algumas pessoas que eu gosto se por ventura começasse a falar sobre o assunto. Prefiro passar por essa confusão calada. É melhor assim, até por que nada me garante que isso não seja mais um dos meus dramas sem causa. Espero que seja. Espero que passe...

P.S. - Essa postagem talvez tenha sido a que eu mais demorei para escrever, e foi a que eu menos gostei. Comecei e apaguei varias vezes textos que falam sobre esse assunto mas com abordagens completamente diferentes.  Um deles era mais ou menos assim:
Ainda não me acostumei com isso, parece que meus dois mundos paralelos se uniram, e eu ainda não sei se gosto disso. Talvez esteja apenas em uma fase de adaptação, é sofrido mas eu sei que vai passar. (acho que se eu tivesse desenvolvido esse seria mais bonitinho hehe)

Um outro falava sobre ficar em segundo plano, mas acho que ainda vou ficar nessa situação por um bom tempo e provavelmente postarei sobre isso daqui a alguns dias.

Nota: Deixar de me apegar a pessoas que não se importam comigo. 

domingo, 22 de julho de 2012

Amigos e Amigos


Existem amizades, que desfrutam a beleza e a fragilidade de um cristal.  Mas como saber a fragilidade das relações se nunca tentarmos rompe-las? As turbulências são tão necessárias para o fortalecimento dos laços afetivos quanto os momentos de calmaria, mas existem laços que são fracos demais para serem testados. Nesse caso a duvida perdura até a vida vir e te mostrar (às vezes da forma mais cruel) que aquela união era fraca demais. É aí que você percebe que no outro lado existe alguém que não faz questão de te ajudar a segurar o que já está te ferindo as mãos.Sou convicta que faço “drama” na minha vida, sempre fiz. Mas isso não é em vão e nem é porque eu sou carente, não, não me leve a mal. E sempre fui aquele tipo que ama demais, amo demais minha família, meus amigos, meu namorado... E morro de ciúmes de todo mundo. Eu admito! Aposto todas as minhas fichas, vou com tudo, me entrego, me dedico, quando eu amo, não existe meio termo. Eu amo e pronto! Mas sempre tem aquela pessoa que ama mais ou menos, que tanto faz, aquela pessoa que se você tiver com ela bem, se não tiver pouco importa. E dói uma pessoa como eu amar pessoas assim. É confuso mesmo. Principalmente quando eu fico falando de maneira tão geral. ‘Essa e aquela pessoa’, sem dar nomes aos bois. Mas é melhor assim, é menos doloroso assim. O que a historia dos laços afetivos tem haver com o resto da historia? Bem, digamos que eu ando me decepcionando muito com essas amizades mais ou menos. Não é que elas não gostem de mim, eu sei que gostam. É só que ultimamente eu me cansei desse tanto faz, me machuca demais essa aparente indiferença. Eu já deveria ter me acostumado, mas as vezes parece que eu to sofrendo demais por alguém que simplesmente  não se importa.



*eu sinceramente não faço a minima ideia por que cargas d'agua esse texto ta selecionado, tentei tirar de todas as formas mas o máximo que consegui foi trocar de cor :


sexta-feira, 2 de março de 2012

É so remar!


“Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.
Tá me entendendo? Eu sei que sim.
Eu entro nesse barco, é só me pedir.
Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou.
Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também.
Porque sozinha, não vou.
Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma.
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes.
Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia.
Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica.
Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe.
E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia.
Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo.
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir.
Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto.
Eu te ensino a nadar, juro!
Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser á toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.

Remar.
Re-amar.
Amar.”

- Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012



"Quem honra aqueles que amamos com a vida que levamos? Quem manda monstros para nos matar, e, ao mesmo tempo, diz que nunca vamos morrer? Quem nos ensina o que é autêntico e a rir das mentiras? Quem decide por que vivemos e o que morreremos defendendo? Quem nos acorrenta? E quem guarda a chave que pode nos libertar? É você. Tem todas as armas de que precisa. Agora lute." - Sucker Puch

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Coisas que valem a pena (por: Jullie Sousa)

Existem coisas que a gente não precisa ouvir, mas por mais que a gente tente elas não passam por desercebidas. Tenho muitas coisas incompreendidas dentro de mim, as quais nem sei porque ainda existem. Não, eu não consigo esquecer. Simplesmente não consigo fechar os olhos sem pensar no quanto a realidade é diferente. É tão mais seguro fechar-se contra tudo e todos, aparentemente. No entanto sempre acabamos nos deixando levar pelo sentimento. Cegamente. E sempre querendo ir mais além, sem pensar no que possa acontecer. E é no final do dia, colocando a cabeça no travesseiro que percebemos o quanto valeu a pena. E sempre vale.

Fonte: Sinta o Amor
www.sinta-o-amor.blogspot.com

sobre destino...


Quanto tempo leva para um individuo se tornar dono do seu próprio destino? Porque é tão difícil tomar as rédeas da sua vida?

Essas são duas de muitas perguntas que a tempos me atormentam. Fazer 18 anos não te torna independente, morar sozinho, não te faz dono do teu nariz. Eu por exemplo, conto nos dedos as vezes que pude fazer o que eu quis. Muitas pessoas não se deixam manipular por muito tempo, quebram as regras e desobedecem as ordem, para tentar fazer a vida ao seu jeito. Tenho que confessar que invejo pessoas assim.
No fundo acho que essa tal de liberdade é uma questão de atitude. Questão de querer com todas as suas forças, e por em pratica. É nesse ultimo ponto que eu fraquejo, o por em pratica. "quebrar as regras" que para uns é tão fácil, pra mim é quase impossível. Por muitos anos me deixei manipular, por pessoas que querem me ver bem, é verdade. Mas como eu vou aprender a cair e levantar, se SEMPRE tem alguém, dizendo o que eu devo fazer e construindo o MEU caminho por mim?
Me chamar de marionete, também não ajuda em nada. O que eu sou eu já sei. Só preciso as vezes desabafar com alguém (ou ninguém). Sem escutar gritos, sermões e coisas do tipo. Nesses casos, eu só preciso ouvir algo do tipo - estarei sempre contigo. O resto eu to dispensando.




quarta-feira, 6 de abril de 2011

O amor e o velho barqueiro.





Chegando, afinal à margem do grande rio, o Amor avistou três barqueiros que se achavam indolentes, recostados nas pedras. Dirigiu-se ao primeiro: - Queres, meu bom amigo, levar-me para a outra margem do rio? Respondeu o interpelado, com voz triste, cheio de angústia: - Não posso, menino! É impossível para mim! O Amor recorreu, então, ao segundo barqueiro, que se divertia em atirar pedrinhas no seio tumultuoso da correnteza. - Não. Não posso – recusou secamente. O terceiro e último barqueiro, que parecia o mais velho, não esperou que o Amor viesse pedir-lhe auxílio. Levantou-se, tranqüilo, e, estendendo-lhe, bondoso, a larga mão forte, disse-lhe: - Vem comigo, menino! Levo-te sem demora para o outro lado. Em meio a travessia, notando o amor a segurança com que o velho barqueiro barquejava, perguntou-lhe: - Quem és tu? Quem são aqueles dois que se recusaram a atender ao meu pedido? - Menino – respondeu, paciente, o bom remador -, o primeiro é o Sofrimento; o segundo é o Desprezo. Bem sabes que o Sofrimento e o Desprezo não fazem passar o Amor! - E tu, quem és, afinal? - Eu sou o Tempo, meu filho – atalhou o velho barqueiro. – Aprende para sempre a grande verdade. Só o Tempo é que faz passar o Amor! E continuou a remar, numa cadência certa, como se o movimento de seus braços possantes fosse regulado por um pêndulo invisível e eterno. Sofrimento, desprezo…Que importa tudo isso ao coração Apaixonado? O Tempo, e só o Tempo, é que faz passar o Amor.


Vi esse texto hoje na faculdade e me apaixonei. espero que gostem :D
(algumas pessoas merecem ler mas do que outras, mas isso já é assunto prara outro post haha)